Hey guys! Decidi começar por este aqui, já que eu vendi meu celular e meu notebook para viajar, então, não tinha câmera para tirar fotos no aeroporto e aquela coisa toda. Então, me perdoem, o primeiro post desse conto de fadas vai ficar assim, sem sal e sem foto. Mas eu coloco tempero depois, certo? 


Bom sai da minha cidade natal as duas da manha, no domingo. A ideia era passar a segunda toda viajando, e chegar por volta das 21 horas em ny. Cheguei no aeroporto de Guarulhos as 5 e meia da manha, e o voo era as 9. Meu irmão ficou comigo algum tempo e depois foi embora. Fora aquela espera chata, não aconteceu mais nada nesse período. Fui ao Starbucks e fiquei jogada no sofá, como uma boa menina educada que sou, ate o portão de embarque abrir. Quando eu estava indo pra fila, vi um monte de perfume, e yaaayyy, tive que entrar. Eu não conheço marca nenhuma, nem brasileira nem americana, mas gostei de um cheirinho de uma tal de Ninna Ricci. E pasme, tava 24 dólares. Well, esse e’ meu! Levei, fui pra fila, entrei no avião, e ah, finalmente posso relaxar, certo? ERRADO.


Ia viajar por 7 horas ate a Carolina do Norte, esperar duas horas e  então ir pra NYC. Tudo isso seria facilmente feito se não colocassem um brasileiro do meu lado, mais curioso que a minha mãe (BEIJO MAE). O caboclo falava, e falava, e falava, e falava. Eu devo ter aguentado por umas 3 horas, respondendo “muito aham, e’, verdade.. aham.. ” e o bonito não se tocava… Ate que eu não aguentei, hehehe.

_Você fala bastante ne?
_ Eu? Falo?
_ Sim. Fala. Será que vc pode ficar quieto só um pouquinho por favor?
Recado dado, recado entendido, depois disso só ouvi a voz do mocinho quando o avião pousou. Thank you!

Já na Carolina do Norte, ia começar o meu inferno. O tempo todo eu disse desde o visto que não conhecia absolutamente ninguém nos EUA, e ficaria 32 dias em ny sozinha, treinando meu inglês. Não me perguntem por que, o medo era tanto, que achei que a desculpa de turismo seria mais fácil. Grave erro. A primeira entrevista ele não ficou convencido com a  minha resposta, colocou meu passaporte no saco e me deu um numero. Falou pra eu pegar as minhas malas e ir pra essa sala. Pronto. Foi o que bastou pra eu ficar sem ar, e perceber que todo mundo tinha passaporte, menos eu. Cool, very cool.

Cheguei na outra sala e um asiático bonitinho (POREM UM FDP TENHO QUE DIZER), me chamou. A entrevista foi toda em inglês minha gente, se vc pensa que eles querem te ajudar, esta muito enganado. E’ tipo, se fode ai no inglês meu filho, se vira. E lá fui eu ne’..

Enquanto ele perguntava, eu respondia exatamente as mesmas coisas. Ia a NY passar 32 dias treinando inglês, estava de ferias da faculdade e do trabalho, não conhecia ninguém, tinha hotéis reservados, dinheiro e bla bla bla. Depois de tudo isso comprovando que eu voltava, ele ainda queria saber como a minha mãe deixava a filha dela viajar com 19 anos pra Nyc, sendo que e’ perigoso. Eu olhava pra ele tremendo inteira, mas minha mente só conseguia gritar: PUTA QUE PARIU QUE RAIO DE FALTA DE TEMPO E’ ESSA?? ME DA 3 MESES DE VISTO, ME DEIXA PASSAR E NUNCA MAIS VC VAI PRECISAR OLHAR NA MINHA CARA, %^#%$#%^#@.

Ai, apareceu outro fiscal, dessa vez loirinho, olhou minhas reservas, falou algo baixinho no ouvido do asiático. O cara se virou, olhou pra mim e disse, ok, pegue suas malas e vai por ali. Imediatamente fiz isso, sem olhar o passaporte, pensando, e agora? É sim ou não? Nem cheguei nos EUA e já to odiando, bleeh..

Passada a porta do sufoco, ufa! Eu tinha um passaporte com um visto, porem, como alegria de pobre dura pouco, pouquíssimo, era de 31 dias. COOOOLLL!! VALEU ASIATICO!

Mais não podia reclamar ne?
Fui para a outra parte do aeroporto, comprar fichas pra ligar pra minha família americana e avisar que eu tinha passado a imigração. Gastei dois dólares pra nada, maldito telefone estranho. Não dava pra ligar naquilo gente, serio! Foi então, que uma alma boa apareceu. O nome dela era Laura. Minha primeira amiga americana.

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