Tem uma estrada lá fora, e eu to caminhando pra ela. Pode ser que seja só um passeio. Pode ser que seja uma viagem. Pode ser que eu fique pra sempre. Eu te conto, prometo que te conto, quando chegar lá.

Durante dias me perguntei como seria a minha vida hoje, se eu não tivesse feito as escolhas que fiz. Não que algumas delas tenham sido tão relevantes assim, mas, ainda eram escolhas.
Lembro-me de quando terminei o ensino médio, e estava prestes a entrar na faculdade. Era um pólo perto de casa, então eu não teria que morar em república ou trocar de cidade. No começo, foi uma frustração, porque eu imaginava a faculdade de outro jeito. Depois, dei graças a Deus que estava ali do meu lado, tão pertinho e no conforto de casa. De fato, morar com os pais tem suas dificuldades, mas não há ninguém no mundo que conheça suas manias tão bem quanto sua família.
Depois, me pegava pensando como seria minha vida em 3, 5, que seja 10 anos. E é esse o meu problema. Eu sempre pensei muito no passado ou no futuro. Olhava demais para o “e se” e me esquecia do presente. Me perguntei milhares de vezes quando seria a minha hora de sair de casa. Assim, só por curiosidade mesmo. Mas sinceramente, nunca imaginei a situação de fato.
Hoje, olhando para trás, posso enxergar uma Larissa que não consigo reconhecer agora. Parece ser uma novela que eu assisti há muito tempo, onde eu não era a personagem principal. Mas que bom que as pessoas mudam, não é? Olha só quem eu sou em janeiro de 2014! Se eu imaginei que seria assim? Nem de longe!
Pra ser sincera, escrevo esse texto pra tirar daqui de dentro o que está me incomodando. A gente cresce, passa por primaveras a fio, conhece pessoas diferentes, viaja o mundo, mas somos humanos e temos medos e segredos. Pode ser medo de cobra, medo de morrer ou medo de tentar. Já o segredo pode ser aquele que você ta morrendo de medo, e jura que não.
Em alguns dias, troco o trilho dessa estrada. Só Deus sabe o que se passa aqui dentro. Pela primeira vez, em quase vinte anos, vou fazer algo de coração. Que digam, que pensem, que falem, esta é a minha primeira “rebeldia” (ou sede) de viver. O lance é que mesmo querendo tanto, olhar para o meu quarto, para a minha cama, para aquela parede descascando no canto da casa, é bastante nostálgico. Sei que verei tudo isso de novo, mas, certas coisas precisam entrar na teoria do desapego. Nunca gostei de despedidas, e a palavra tchau, quando não é digitada no chat do facebook, dói. Você já tinha parado pra pensar nisso?
Essa confusão aqui dentro, deve ser medo. Medo, porque pela primeira vez, não tem a minha mãe segurando a minha mão para eu não cair. Medo porque é incerto sim, mas se eu não tentar, não vai ser Aladim que vai aparecer aqui dizendo que daria certo. Cê também não acha?
Chamem de loucura ou coragem. Tanto faz. A boa notícia é que até pra ser corajoso, precisa ter medo. E se der medo, vai, com medo mesmo.

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